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Feliz Páscoa.  (em Condomínio Recanto das Águas)

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porramauricio:

PORRA, MAURICIO!!! PORRA, PAPA CAPIM!!! ELA PENSOU QUE VOCÊ IA COMER A BEIRA DELA NO RIBEIRÃO!!!
(Imagem via nanasantos2404)

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PORRA, MAURICIO!!! PORRA, PAPA CAPIM!!! ELA PENSOU QUE VOCÊ IA COMER A BEIRA DELA NO RIBEIRÃO!!!

(Imagem via nanasantos2404)

O Mundo é Um Moinho

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

Relacionamentos, tô fora.

Desabafando aqui um pouco:

Eu TIVE um amigo que evitava o contato entre mim e a namorada dele por conta dela ser controladora (hoje eu vejo que por insegurança também). Isso causava ciúmes nela e representava um risco/escape: Toda vez que eles tinham algum problema, eu servira de refúgio para ele e risco para ela. A minha imagem deveria ser do Diabo, daquele que era contra o relacionamento e o trazia para o lado do mal.

Até que eles, enfim, separaram. Como eu não fazia esse papel por vontade própria, e, sim por criação desse amigo, ele achou que eu DEVERIA continuar a cumprir esta obrigação, que era ser o refúgio, o psicólogo, o apresentador de esbórnias. Eu, que além de não ter a mínima ideia do que ocorrera, não sabia dessa minha parte no roteiro que ele criou e estava completamente tomado pelos MEUS problemas - os quais ele também não participou ou procurou ajudar. Assim, não fiz o que ele achou o que deveria fazer e os dois voltaram; o que ele até hoje atribui como responsabilidade minha, por conta da minha omissão.

Depois disso, tive um relacionamento inestável, o que fez com que ambos me vissem de outra maneira: eu não era “galinha”, tinha responsabilidades, os programas que eu fazia eram “familiares”, e, não demorou muito estavam todos saindo juntos e eu não mais representava risco ao relacionamento.

Mas eu não poderia ficar preso a um relacionamento somente por satisfação ou diversão de outros e passei por altos e baixos. Em um dos momentos baixos, onde eu separei, vi uma outra face desse meu “amigo” (agora, entre aspas). Por eu estar solteiro e ele também passar por problemas com a companheira dele, eu voltei a ser risco, e, quando eu me propus a ajudar a companheira dele, por ele, fui visto como desonesto, que queria tomar-lhe a mulher.

Até então, tentei em vão convencê-lo da sandice, e ficamos sem nos falar. Precisou a mulher dele falar que não havia segunda intenção para que entrasse na cabeça e só voltamos a nos falar depois de um bom tempo e aí eu já estava “bem” com a minha ex. Neste momento eu já começava a ligar os fatos.

Via que, com frequencia, ele queria que eu estivesse com a minha namorada, estivesse bem com ela ou estivesse COM OUTRA PESSOA, mas nunca sozinho. Claro que há uma visão de amigo em querer ver o outro bem, mas via que sempre ligado a uma pessoa.

E, finalmente, rompi com a minha ex. Desde então, os contatos rarearam; a presença dele em minha casa voltou a representar risco a ela. Sempre que precisamos de um momento entre amigos, ele precisa contar uma história ou dar milhares de satisfações ou enfrentar a fera e passar por problemas dentro de casa. A última foi o fato de não estar bem e, ainda assim, ela, dentro do seu enorme egoísmo e falta de noção, querer tirá-lo de casa por ter ficado aqui em vigília. Ou seja, melhor seria se nós fôssemos ao Baile Funk, ver e pegar um monte de mulher, que ao menos teria um pouco de justiça.

Pior não é só o non-sense da dita cuja: É o fato do meu “amigo” reclamar e se submeter a essa condição, em vez de mudar a situação e se impor; querendo que eu mude, volte, para que possa ser “aceito” novamente. Aliás, esse é um dos motivos que me mantém separado e orgulhoso de estar sozinho: Esses relacionamentos doentios.

Por mais que ele não esteja satisfeito, ele quer que eu vá para essa lama que se chama casamento. Eles são incapazes de usar parte do QI para ver que um relacionamento não é simplesmente monogamia ou duas pessoas dormindo juntas; é uma coisa que vai muito além e poucos têm inteligência para lidar com isso. Pode até faltar sentimento, mas quando há bom senso, um relacionamento dá certo para todos. Amor não paga conta, amor não responde cliente nem chefe, amor não leva ninguém a lugar algum por menos de R$ 2,40. Amor não cria filho sozinho, amor não leva o lixo pra fora nem lava a louça, e, digo mais, amor acaba.

Não obstante esse meu (agora ex) amigo, outras pessoas medem o índice de felicidade e sucesso baseado no relacionamento: Se você tem namorado/a, companheiro/a, marido/esposa, está bem; do contrário, você é um fracassado, perdedor, digno de pena ou é um câncer aos bons costumes. Você que tem menos de 30 pode não passar por isso, mas essa idade é um limiar para que você já tenha constituido família, do contrário, você passa por todo tipo de preconceito.

Já estou acostumado a passar por preconceitos. Não que eu goste ou aceite, mas é uma situação corriqueira pra mim. Muitas vezes até fico orgulhoso de ser diferente, mas isso tem seu preço: a pressão para ser igual.

Quando você tem uma pessoa contigo, conta um ponto. Se essa pessoa for bonita, mais um. Bem sucedida, outro. Bem relacionada, mais outro. Eduacada/simpática, pontos infinitos. Ninguém quer saber se você passa por diversos problemas, se é fiel, se é companheira, dedicada, sabe viver a dois, não é perdulária, não é egoísta, não é possessiva… Todos de fora, principalmente os casados infelizes, acham que você DEVE passar por aquilo porque não haverá outra chance ou que não é possível ser feliz sozinho ou porque aquela pessoa é ideal. Mas ninguém está disposto a pagar o mesmo preço que você.

Tenho passado por essas pressões agora com a família, vizinhos e amigos. Todos ao meu redor estão compromissados, têm família ou estão pensando em constituí-la. Eu, no meu convívio, estou solitário e para que tenha pessoas com alguma afinidade de pensamento ou situação, vou ter que rodar bastante ou procurar no meio dos mais jovens ou procurar no meio dos divorciados.

Não quero parecer ridículo por ser um velho no meio de gente nova ou um depressivo no meio de gente que quer recomeçar. Estou vendo essa face das pessoas e estou curtindo a minha vida de “ilha” (Não o Rafael, pelo amor de Deus).

Tenho tudo que um homem precisa, já conquistei muita coisa que pessoas levariam encarnações para conseguir e me considero bem sucedido. O que faço hoje é melhorar o que já tenho e procurar novos objetivos, enquanto meu último dia não chega.

Para chegar aqui, os relacionamentos só me atrapalharam, adiaram ou mudaram meus planos. Poderia estar muito mais longe se não fosse minha perda de tempo, dinheiro e energia com pessoas que hoje estão muito melhor do que estariam. Ou seja, o que eu perdi, dei para outras. Me arrependo até a página dois, pois sou movido a despeito e orgulho; talvez tivesse me acomodado em ser explorado e castrado por alguma das minhas ex ou mesmo ter ficado satisfeito com o que tinha, mas quando estou submetido a essas condições que rendo mais e procuro mostrar o que sou capaz, o monstro que criaram e o que perderam.

Por fim, não faço esforço para ser aceito, nem o farei. Não vou mais demonstrar nada nem perder meu tempo com ninguém além de mim mesmo. A vida já me deu tudo e o que vier é mais lucro ainda. Vou deixar tudo aqui mesmo e não tenho culpa da frustração alheia ou faço parte do plano de ninguém. A mensagem é: Não vou me enquadrar.

O que vc prefere: acordar ou dormir???

Eu não gosto de acordar. Um dia ainda consigo.

Perguntem, podem perguntar.